“Crônica” é uma palavra interessante. Pode ter o sentido de fato, registro, relatório, reportagem. Mas também pode significar algo incurável ou recorrente. O que eu tento é escrever sobre fatos, registrar observações e devaneios, relatar coisas cotidianas… mas percebo que os significados menos “nobres” também acabam fazendo parte deste meu hobby. Assim, sou um jornalista “incurável” que tem um problema “recorrente”: tentar escrever bons textos. Busco me esmerar nesse ofício, me espelhando em mestres como Rubem Braga, Vinícius de Moraes, Luis Fernando Veríssimo e tantos outros que costumo ler diariamente. Mas é uma tarefa árdua.
Às vezes me sinto na obrigação de escrever diariamente sobre qualquer coisa. Mas quando me sento diante do computador e começo a buscar ideias para um bom texto, nem sempre sai algo que eu considero aproveitável. Então eu me retraio e nada mais escrevo.
Esta crônica que tento (com muito custo) terminar de escrever não é algo importante. Não se trata de um relato importante ou um registro de algo que desperte o interesse de quem quer que seja. É, antes, um desabafo de alguém que deseja resolver com urgência um PROBLEMA CRÔNICO: Escrever bem e cada vez melhor.
23 de novembro de 2011