Para ele, não havia melhor coisa no mundo do que acordar de manhã, olhar para o lado esquerdo da cama e vê-la dormindo, ressonando como um anjo que sonha deitado nas nuvens. Para ele, não havia coisa melhor no mundo do que acordar e ter a certeza de que tudo que viu e sentiu na noite anterior não havia sido apenas um sonho vulgar.
Ela estava, de fato, lá. E seus cabelos tinham o dourado dos raios do sol matutino. Sua pele tinha a alvura das neves de terras distantes. Sua boca possuía a frescura do orvalho da madrugada e seu corpo, a maciez do canto dos pássaros.
Lá estava ela – de fato: o amor da sua vida. O amor encarnado em todo seu esplendor e glória. E seu coração batia acelerado, enquanto seu corpo ardia em chamas de paixão e desejo.
De repente, como se adivinhasse que ele estava a velar seu sono na penumbra do quarto, ela despertava docemente, abrindo seus olhinhos azuis de turquesa e seu sorriso iluminava o cômodo, como se fosse o sol desvirginando a madrugada.
25 de novembro de 2011