Esta é a fantástica história de Tico-Lyn.
Tico-Lyn não era nenhum chinês. Tampouco era artista de um circo chinês. Mas carregava em si o nome e a alma de um velho malabarista das terras de Cantão.
Não ouso dizer que Tico-Lyn era homem ou animal. Afinal de contas, que diferença faz? O fato é que a maioria de nós, humanos, andamos sobre as patas traseiras e Tico-Lyn era a atração das ruas por onde andava pois sustentava-se majestosamente em suas patas dianteiras.
Ainda criança, Tico-Lyn caiu de mau jeito de um escorregador no parquinho da praça. Ele quebrou a perna direita e nunca mais consertou. Mas o que era pra ser uma tragédia, Tico-Lyn conseguiu transformar em graça. E lá se ia Tico-Lyn fazendo a alegria da garotada por onde passava.
E eram garotos e garotas de todas as idades – de oito a oitenta anos – que ficavam encantados com a beleza e graça de Tico-Lyn, que andava todo faceiro “plantando bananeira” como se fosse um malabarista cantonês.
28 de novembro de 2011
Conheço o Tico-Lyn. Adorável!