Chuva…

E finalmente, depois de tanto tempo, depois de tantas promessas, a chuva caiu. E com ela vieram também a visão de um céu escuro; o som rouco dos trovões; o cheiro de terra molhada; o toque das gotas geladas que caem do céu e as lembranças de um outro tempo, quando eu tinha medo da chuva…
Até um tempo atrás, a chuva, para mim, tinha o cheiro da morte. E eu tinha medo pois, coincidência ou não, todas as vezes que chovia ou eu tinha a sensação que iria morrer ou morria alguém conhecido, alguém próximo a mim.
Toda vez que chovia, eu tinha a ligeira impressão que a chuva era o sinal mais claro de que os anjos estavam chorando no céu… e muitas vezes, creio eu, eles choraram amargamente.
Hoje a chuva já não me causa medo ou espanto. Hoje, no lugar dos anjos, quem chora sou eu, todas as vezes que eu me lembro daquelas pessoas e daqueles amores que a chuva levou…

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