Nem “altum”, nem “baixum”, sou “médium”…

Ontem, domingão de Páscoa, eu, sem nada pra fazer numa cidade aonde não há nada pra fazer, fui para o único programa de lazer que resta aos campinenses que não tiveram grana pra passar o feriadão em Jhonny People: Shopping Center Boulevard… assistir ao filme “Chico Xavier”…

Corredores do shopping lotado, lojas vazias – ora, só pode! Se o povo não teve grana pra ir a JP, logicamente não ia ter dinheiro para entrar em lojas que vendem tênis da La Coste por R$530!

Cheguei ao cinema, comprei o ingresso e fiquei por ali, pela praça de alimentação, esperando a hora de entrar (faltavam uns 20 min.). Um colírio para os olhos… – Campina Grande pode não ser grande coisa, mas acho que é um dos lugares onde tem mais mulher bonita por metro quadrado! (como diriam os macapaenses: “FÔLEGO”!).

Mas o que me chamou atenção, além do desfile de beldades, foi o acesso de saída das cinco salas de exibição… todas as salas estavam vazias, com excessão, claro, da sala 04, aonde era exibido o filme “Chico Xavier”.

Desde que foi lançado, na última sexta-feira (02/04), as sessões vêm batendo recorde de público em boa parte dos cinemas do país. E acho que um dos recordes batidos é o de “pessoas estranhas”…

A sessão anterior à que eu ia entrar havia terminado e uma multidão saía da sala… Uns choravam, outros sorriam… mais atrás vinha um pessoal “uniformizado” com camisas brancas, com a figura do pop-médium estampada… acho que deveria ser uma espécie de “fã-clube” do Chico Xavier… Uma velhinha numa cadeira de rodas, amparada por uma outra senhora, parecia extasiada… pensei: “É, o filme deve ser bom mesmo”…

Uma fila imensa se formou do lado da entrada. Ao entrar na sala de exibição, escolhi uma poltrona e me sentei. Atrás de mim, uma bela moça se sentou e um carinha que chegou depois, querendo paquerar a menina, olhou a cadeira vazia ao lado dela e disse: “Oi! Tem alguém sentado aqui?”. A menina respondeu na bucha: “Deve ter, mas como não sou médium, não estou vendo…” – Toma um coice! Achei um fora criativo… tão criativo que o cara desapareceu como um fantasma! (rsrsrs não resisti o trocadilho).

O filme é bom. Narrado em flash-back, muito bem montado, com atuações convincentes… recomendo a todos – espíritas ou não. Mas o mais divertido de tudo, além do filme, é ir ao cinema e observar as pessoas esquisitas que vão. E preparem-se, pois a partir de agora, o tanto de pseudo-espírita que vai aparecer por aí não está no gibi!

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2 comentários sobre “Nem “altum”, nem “baixum”, sou “médium”…

  1. Gosto de percepções como as que você teve.
    A última vez que fui ao cinema não vi nada interessante. Parabéns a moça que descartou o babaca brilhantemente, tem tanta gente assim espalhada por aí, por aqui…
    Essa gente vazia não se cansa, né?
    O seu texto foi envolvente para caramba, gostei.

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