90 minutos

Não gosto de futebol. Não entendo muita coisa (a não ser o básico, para fins profissionais). Enfim, não vejo a mínima graça nisso.

Ano de Copa do Mundo pra mim, então, é um pé-no-saco! Tenho orgulho de ser brasileiro, mas por n motivos diversos. Não me sinto na obrigação de amar a minha pátria por breves 90 minutos.

Lógico que fico feliz com os sucessos e conquistas do meu país nos esportes (incluindo aí a Seleção Brasileira), mas não perco preciosos 90 minutos (às vezes mais) da minha vida diante da TV para assistir a um jogo de futebol.

Em dias como hoje, em que o Brasil (ops!) a Seleção Brasileira de Futebol joga contra a seleção da Costa do Marfim, prefiro me isolar, ouvir uma boa música, assistir a um bom filme ou ler algo interessante.

Entendo que o Brasil é um país historicamente carente de grandes vitórias. Vejo eventos como a Copa do Mundo como uma projeção psicológica do inconsciente coletivo do povo brasileiro em geral (não sou psicólogo, portanto, psicólogos de plantão, me corrijam se eu estiver falando besteria demais!).

Quando o futebol chegou ao Brasil, importado da Inglaterra pelas mãos do Charles Miller, o país da Rainha Elizabeth era a grande potência econômica mundial. Já havíamos perdido para eles espaços importantes no mercado de produtos como corante natural (pau-brasil), açúcar, algodão, café… Em pouco tempo o football se popularizou por aqui e começamos a crescer. Roubávamos dos ingleses uma coisa que eles haviam inventado. Eles nos roubaram o pau-brasil no tempo da colonização e criaram os corantes de tecidos artificiais; eles nos roubaram o algodão natural e inventaram os tecidos sintéticos… Agora era a nossa vez. Roubávamos seu novo esporte e nos tornávamos melhores que eles.

Por que roubávamos deles o esporte? Simples! Não tínhamos suporte bélico suficiente para enfrentarmos o exército britânico numa guerra de verdade! Iríamos nos tornar uma segunda Índia ou uma segunda África do Sul! Seríamos completamente destruídos…

Como não podíamos entrar em guerra com ninguém por falta de estrutura bélica, o jeito era fantasiarmos nossas “guerras mundiais”. E assim, o Brasil passou a ser o melhor lutador na nada sangrenta batalha do futebol.

Quando tem um jogo, principalmente na Copa do Mundo, nunca falamos: “A Seleção Brasileira entrou em campo”, ou “A Seleção Brasileira enfrenta hoje a seleção argentina”. Sempre falamos: “O Brasil entrou em campo”, ou “O Brasil enfrenta hoje a Argentina”. Estamos projetando guerrinhas de fantasia, pois não temos condição de fazer guerras de verdade. (Tá, não sou a favor de guerras, mas esse papo de que o Brasil é um país pacífico não me soa bem aos ouvidos)

Nesse sentido, prefiro a frase “Brasil, país do Carnaval”, pois vivemos numa eterna fantasia…

PRA FRENTE BRASIL! VAMOS ACABAR COM ESSES FILHOS DA PUTA DA COSTA DO MARFIM E VAMOS DAR MAIS UM PASSO RUMO AO HEXA!!!!!!!!!

BRASIL-IL-IL-IL-IL-IL-IL-IL-IL!!! (Ops! Já estou torcendo… Eu, hein?! Essa doença pega! kkkkkkkkkkkkkkk)

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