O Solista

Gosto muito de filmes baseados em histórias reais. E gosto  muito de jornalismo. Gosto mais ainda quando assisto a filmes como O Solista (The Soloist, USA; 2009) que trazem uma história real de um jornalista norte-americano do LA Times, Steve Lopez que descobre um morador das ruas de Los Angeles que fora um grande prodígio da música clássica no passado, mas que acabou perdido nas ruas por causa de seu quadro grave de esquizofrenia.

Vale a pena assistir. E vale não só pela história, mas pelo fato de mostrar como ainda é possível se fazer um jornalismo literário de altíssima qualidade e de valor social, mesmo em meio a toda essa indústria da informação que impele a nós jornalistas (como eu) a viver (e morrer) fazendo um jornalismo medíocre, “feijão-com-arroz”.

Esse filme me fez lembrar de meu discurso em sala de aula, na época em que me aventurei como professor de um curso de Jornalismo numa faculdade local, por um jornalismo melhor e mais bem feito, com textos ricos. E ao mesmo tempo me deixou angustiado em meio à realidade que hoje eu vivo como diretor de jornalismo em uma rádio estatal.

Certo, não dá pra fazer muitas comparações entre um jornal impresso e uma emissora de rádio – são linguagens e ritmos diferentes. Mas dá angústia de ver como a nossa imprensa, na maioria das vezes, deixa de ousar, simplesmente porque muitos jovens colegas de profissão insistem em ficar dentro das redações, caçando bobagens na internet, em sites de relacionamento e redes sociais, enquanto as histórias de verdade, as histórias do mundo real acontecem bem ali, na esquina, no meio da rua.

Por enquanto, não vou aprofundar o assunto, pois estou sem muita inspiração nesses dias (acho que o excesso de álcool nesta últimas semanas vem corroendo meu cérebro, hic!). Mas prometo um dia voltar ao assunto, ou desenvolver o tema se você, meu amigo leitor, minha amiga leitora, quiserem começar uma discussão sobre o tema aqui nos comentários desse post.

Desde já agradeço. Mas não esqueça de trazer uma boa bebida para fazer fluir as idéias… (rsrsrs)

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Um comentário sobre “O Solista

  1. Boa tarde,
    Silvio grandes foram os meus sonhos, aliás continuam sendo, mas confesso a você que alguns deles se perderam e se perdem a todo instante, em que me deparo com um texto feijão com arroz para fazer. Fui considera uma grande aluna nos tempos de Faculdade, acredito por fazer um texto mais trabalhado e literário.
    Hoje, sempre tenho que lidar com um lead bem basicão. Estou muito frustrada, mas estou escrevendo paralelamente para que eu não me perca no próprio mundinho da redação. Graças a essa paixão por narrar as histórias do ser humano que continuo uma adepta e louca pelo jornalismo.

    Um abraço carinhoso da ex- aluna.
    Lilian.

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