Apenas uma questão de princípios…

Nesses últimos dias tenho andado muito pensativo sobre minha própria vida e esta minha circunspecção não me leva a outra conclusão que não seja: “Quando os princípios são fortes, não há fins que justifiquem os meios”. Esta frase me ocorreu agora e vou tentar explicar melhor.

Desde quando colocamos nossa cara nesse mundo, somos governados (e moldados, principalmente) por princípios. Nisso contribuem os nossos pais e família como um todo, depois a escola, a religião, ou seja mais lá o que for. O fato é que, com o passar do tempo, passamos a ver o mundo à nossa volta, geralmente sob a perspectiva (ou a ótica) que nos foi moldada ao longo dos anos de nossas vidas. E é isso que vai nos fazendo julgar o que é certo e errado para nós mesmos.

Por mais que sejamos rebeldes e vivamos lutando para não marcharmos sob o mesmo passo dos outros, sempre teremos princípios próprios, intrínsecos à nossa própria personalidade que carregaremos para o resto de nossas vidas. E são justamente estes princípios que não nos deixa dormir em paz, caso venhamos a contraria-los.

Quando temos fortes princípios, não há nada (absolutamente nada) que nos faça agir de modo diferente. Caso contrário, é a nossa paz de espírito que está em jogo.

Mas algumas pessoas não têm princípios. Se os têm, não são muito fortes, pois não conseguem alicerçar as vidas desses indivíduos e isso vai fazer com que estes mesmos indivíduos facilmente se corrompam. São aqueles capazes de trocar sua paz interior e sua liberdade de consciência por qualquer “graninha extra” ou por qualquer (pseudo)benefício particular.

Como homem, como jornalista, como cidadão do mundo, sou incapaz de compactuar com certas coisas (pensamentos, posturas, atitudes, condições, etc.). Vejo-me cada vez mais incapacitado de vestir máscaras e interpretar papéis que não foram escritos para mim. Vejo-me cada vez mais impotente  diante de um pedaço de carne podre que eu tenho que engolir sem vomitar.

E, por favor, não me venham com aquelas velhas frases feitas do tipo: “Nunca diga ‘nunca'”! ou “Nunca diga ‘desta água não beberei'”. Não! Eu não nasci para bajular ninguém. Eu não nasci para ser corrompido em troca de uns trocados no final do mês. Eu não estou nesse mundo para engolir sapo e ficar calado. Nunca fui cretino.

Mas, desculpem os que não forem assim. Isso, para mim, é apenas uma questão de princípios…

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3 comentários sobre “Apenas uma questão de princípios…

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