“Fé demais não cheira bem”!

 

Seja você católico, protestante, judeu, muçulmano, espírita, budista, Hare Krishna, hinduísta ou pratique qualquer “ismo” que quiser, o certo é que tudo demais pode virar veneno. E, nesse sentido, até mesmo a sua fé sincera, quando exacerbada demais, pode prejudicar você e outras pessoas.

Esse exagero tem nome: FUNDAMENTALISMO.

Fundamentalismo é o nome dado a movimentos de guerras desde a Idade Média , cujos adeptos mantém estrita aderência aos princípios fundamentais.

O termo popularmente empregado refere-se pejorativamente a qualquer grupo religioso de infringentes de uma maioria, conhecido como Fundamentalismo religioso (como o grupo terrorista IRA, na Irlanda), ou refere-se a movimentos étnicos extremistas com motivações (ou inspirações) apenas nominalmente religiosas, conhecido como Fundamentalismo étnico (como é o caso dos judeus e palestinos, no Oriente Médio).

O Fundamentalista acredita em seus dogmas como verdade absoluta, indiscutível, sem abrir-se, portanto, à premissa do diálogo. É uma crença irracional e exagerada. Uma posição dogmática ou até um certo fanatismo em relação a determinadas opiniões.

Ao longo da História humana, o fundamentalismo foi o grande causador de guerras e conflitos de proporções variadas, mas igualmente prejudiciais para todos os envolvidos.

Parece incrível, mas em pleno século XXI, o fundamentalismo ainda mostra suas garras, às vezes escancaradamente, como nos atentados às Torres Gêmeas, em 11 de setembro de 2001, nos EUA, às vezes de “menor importância”, como no caso em que a adolescente Larissa Rafaela Kondo de Lima, de apenas 15 anos de idade, foi assassinada pelos pais, no interior de São Paulo por estar namorando escondida, na pracinha da cidade de Cafelândia. Segundo a polícia, os pais da menina eram evangélicos. Durante seu depoimento, José Carlos de Lima, de 42 anos, disse que bateu na filha “para o bem dela” e que apenas “quis corrigir a filha dentro das regras” da igreja a qual pertence.

Colegas de escola de Larissa afirmaram que ela se queixava da rigidez do seu pai, o que seria uma consequência de seu fervor religioso. Uma professora afirmou que Larissa era alegre e tinha boas notas. “Ela queria ser médica.”

Não vamos aqui ficar especulando qual denominação evangélica essa família seguia. Não esta a questão. Mas nesse dia 30 de novembro, Dia Nacional do Evangélico, vale chamar à reflexão.

Segundo resultados preliminares do Senso Demográfico 2010, realizado pelo IBGE, o número de cidadãos brasileiros que se definem como adeptos de alguma denominação cristã protestante, vem crescendo vertiginosamente. Em 1990, eram 13 milhões; em 2000, 26 milhões; em 2008, 46 milhões. A estimativa é de que até 2020, esse número atinja o número de 104,5 milhões de pessoas.

É preciso tomar cuidado com a igreja ou templo religioso que você freqüenta. Pois nem sempre o homem, com todas as suas imperfeições, consegue compreender e interpretar adequadamente a mensagem perfeita do Deus Pai de todas as criaturas.

Que nesse dia 30 de novembro, você, independente da religião que seguir, leve em seu coração apenas uma mensagem, a mais importante de todas: “Amai a Deus acima de todas as coisas e ao teu próximo como a ti mesmo”. E o resto é resto!

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