Madalena (ou, Assim falou o Mestre…)

Não me importa teu nome,

tua origem,

de onde vens, com quem andas, para onde vais

nem me importa o que fazes,

se alegre ou triste,

para mim, é tanto fez como tanto faz.

Não me importam as mentiras

que insistes em me dizer

como se, no fundo, eu não soubesse

que quem eu quero mesmo

é você.

Tira teu disfarce e tua roupa

roça tua pele sobre a minha

deixa que eu te faça mil promessas

deixa eu pensar que és só minha.

Mais tarde, quando tu fores embora

não precisas me olhar por aquela fresta

saia sem fazer barulho e encoste a porta

e deixe eu ficar só com o que me resta…

Não te importes se te apedrejam,

tratarei tuas feridas.

Não te importes se te julgam,

pois dentre todos és minha preferida.

(inspirado pelo Evangelho Apócrifo de Maria Madalena)

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