O homem que calculava…

Um dos livros que li na minha infância chamava-se “O homem que calculava”, um romance matemático que narra as aventuras e proezas matemáticas do calculista persa Beremiz Samir na Bagdá do século XIII.

A narrativa, dentro da paisagem do mundo islâmico medieval, trata das peripécias matemáticas do protagonista, que resolve e explica, de modo extraordinário, diversos problemas, quebra-cabeças e curiosidades da matemática. Inclui, ainda, lendas e histórias pitorescas, como, por exemplo, a lenda da origem do jogo de xadrez e a história da filósofa e matemática Hipátia de Alexandria.

Eu conheci certa vez um homem que calculava. Mas ao contrário do original, este homem não protagonizava peripécias matemáticas, nem explicava de forma extraordinária ou inusitada nenhum problema. Muito pelo contrário: Ele era um problema!

O meu conhecido calculista era literalmente um “pé no saco”! Ele era capaz de fazer os cálculos mais bizarros e dar as informações mais inúteis possíveis, do tipo: com quantos paus se faz uma jangada ou a data “exata” em que a belíssima condessa Decuproar perdeu a virgindade. Ele chegava ao cúmulo de fazer assepsias diárias no seu próprio ânus, só para conferir se suas pregas estavam lá hermeticamente posicionadas…

O ilustre calculista só esquecia (ou fingia que esquecia) de um detalhe importantíssimo: Enquanto os outros trabalhavam, ele perdia (ou gastava) o seu tempo com cálculos e informações totalmente desnecessárias.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s