Esse texto é uma MERDA!

Existe coisa pior do que banheiro coletivo? Aquilo, realmente, é uma coisa muito, mas muito escrota mesmo! Não importa se o banheiro em questão é o do seu trabalho, escola, de ônibus, avião ou qualquer outro tipo. É sempre uma experiência, no mínimo constrangedora. Eu mesmo faço o possível para não usar aquele recinto.

Não é à toa que muitos chamam o vaso de “trono”. Sim, porque, quando você está no aconchego do seu lar, você se senta ali, sozinho, e é o rei/rainha do pedaço. Mas em ambientes públicos a coisa é bem diferente e o termo “privada” não faz o menor sentido.

Você está lá, no seu trabalho, por exemplo, e, de repente, começa aquele mal-estar: um leve redemoinho na barriga, seguido de um suor frio que escorre da testa. Então você tenta permanecer sentado, imóvel (com os olhos ligeiramente esbugalhados), tentando impedir a saída de algum elemento estranho ao ambiente.

Num primeiro momento, você tenta se tranqüilizar, querendo convencer a si mesmo que aquilo não passa de um “peidinho”…

Aí você procura desviar sua atenção e vai checar sua caixa de e-mails, ou tenta puxar um assunto qualquer com seu colega ao lado, seguido de um sorriso amarelo… Opa! Amarelo não pode! Você não pode pensar em nada que remeta a mais sutil lembrança de coisas amarelas, esverdeadas, marrons ou de consistência pastosa… Mas, enfim, por mais que você tente segurar aquela coisa, não tem jeito: você terá de usar o banheiro.

Você se levanta e vai. Chega ao corredor, olha para um lado e para o outro para ver se não tem ninguém se aproximando e entra. Chegando lá dentro é sempre a mesma coisa: uma pia, um mictório (no caso dos banheiros masculinos) e os reservados.

Os reservados nunca são tão reservados assim, porque os malditos construtores de banheiros são uns tremendos de uns sacanas. Eles nunca colocam uma porra de uma porta inteira no reservado. É sempre aquela portinha escrota que fica uns vinte ou trinta centímetros do chão, deixando os pés (até a altura da canela) de quem está sentado à mostra.

Certa vez eu entrei num banheiro que o espaço entre o piso e a porta era tão grande que dava pra ver a cueca “freada” do sujeito que estava sentado lá no reservado. Uma visão do inferno!

Bom, aí você está lá, sentado, com os pés à mostra. Se você usa um sapato diferente ou que de alguma forma chame atenção, fique certo de que todo mundo vai ficar sabendo que o “cagão” é você!

Enquanto você está sentado no reservado, você tenta buscar o mínimo de concentração e relaxamento, o que é natural, por que seu “cú”, ao contrário do que você imagina, pressente que não está em um ambiente seguro e acaba ficando meio tímido e trava (a não ser que seu “cú” já seja acostumado a se mostrar em público. Aí tudo bem). Quando você finalmente está conseguindo “arriar o barro”, eis que sempre entra um “filho da puta” (que já chega olhando pra baixo da porta do reservado tentando identificar o “cagão” (você). E você, com vergonha de fazer barulhos estranhos, faz uma verdadeira acrobacia com seu “cú”, a ponto de ele fazer um movimento retrógrado. Mas chega um ponto em que, por mais que seu “cú” seja tímido, ele não agüenta e despeja o “barroso” dessa vez com mais pressão ainda, a ponto da água suja do vaso bater na sua bunda (lembra daquela infame poesia rabiscada em paredes de banheiro? “Neste lugar solitário/ Sinto uma tristeza profunda/ A merda bate na água/ A água bate na bunda”. Pois é o poeta sabe o que diz!). Como se não bastasse tudo isso, seu “cú” (que a essa hora já perdeu toda a vergonha que lhe restava) ainda dá o seu “tiro de misericórdia” e solta um peido que mais parece um assovio molhado…

Pronto. Agora todos já sabem que você é o “cagão” da empresa! Mas não é só quem está no reservado que se sente constrangido. Quando eu entro num banheiro desses e vejo que o reservado está ocupado, eu também me sinto meio constrangido (ou solidário) com a angústia do colega. Afinal de contas, mais cedo ou mais tarde, eu também posso estar nessa mesma situação…

Imagino também o que deve passar as mulheres…

Alguns homens costumam se perguntar porquê as mulheres sempre vão juntas ao banheiro. Não, não é só para colocar as fofocas em dia, nem para ajeitar a maquiagem uma da outra. É para auxiliar na hora do malabarismo! A mulher sofre mais porque um simples “xixizinho” vira um show digno do Cirque Du Soleil! Por isso elas precisam ir em dupla. Elas entram no reservado (geralmente imundo) e têm de arranjar uma posição em que não se sujem no vaso, não “urinem” no próprio pé e não peguem uma doença venérea. Nessas horas, se a mulher estiver sozinha, é uma verdadeira “papagaiada”! Pendura a alça daquela bolsa enorme no pescoço; levanta a saia ou vestido; desce a calcinha até a altura dos joelhos; tenta ficar de cócoras em cima do vaso, mas tem medo de arrebentar o salto do sapato; tenta levantar só uma perna, mas a calcinha presa nos joelhos não deixa; e, finalmente, depois que conseguem, ainda têm que trocar o protetor de calcinha ou absorvente… É uma luta! Nisso, os homens levam vantagem.

Para terminar, quer saber o que é pior ainda? Banheiro de ônibus! Você está viajando em plena Belém-Brasília e aquele pastelzinho da morte que você comeu na lanchonete daquele último posto de gasolina em que o ônibus parou, começa a fazer efeito. Você está sentado na poltrona de número 03 (bem lá na frente, próximo ao motorista). Aí você tem que fazer aquela cara de Gisele Bündchen na passarela e atravessar todo o corredor do ônibus até chegar à câmara do inferno, digo, ao banheiro. Aquilo é um martírio! O lugar é quente pra cacete, fede e não para de balançar. Seu “cú” fica logo em estado de alerta máximo! É um sofrimento! Sem falar que a porta nunca fecha direito e você sempre corre o risco de que outro “cagão” abra a porta de surpresa e você fique ali, exposto, durante aquele verdadeiro show de piruetas enquanto o ônibus passa pelos maiores buracos da estrada. Sem falar de alguns casos em que a porta fecha bem – tão bem que você fica trancado e só consegue sair dali depois que uma força tarefa chega pra lhe resgatar.

É isso, pessoal, agora me dêem licença que eu vou ali “passar um fax”!

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