O Garoto “Lugar Nenhum”

De 1952 a 1957, John estudou na Quarry Bank Grammar School, onde ficou conhecido pelos seus desenhos e pelas suas mímicas. Nessa escola, em 1956, ele fundou uma banda de rock chamada The Quarrymen e quando o diretor da escola disse ao jovem John que ele nunca chegaria a lugar nenhum, recebeu como resposta: “Lugar nenhum é para onde vão os gênios? Por que se for, é pra lá que eu vou”.

O menino John nasceu em 9 de outubro de 1940. Filho único de Alfred  e Julia. Alfred trabalhava na marinha mercante durante a Segunda Guerra Mundial e mandava frequentemente dinheiro para a mulher e o filho. O dinheiro parou de vir quando Alfred desertou.

Após ser muito criticada pela família por continuar casada e “viver em pecado” com Bobby Dykins, e a considerável pressão de sua irmã Mary “Mimi” Smith (que por duas vezes contactou o Serviço Social reclamando por John ter que dormir na mesma cama que o casal Julia e Bobby) Julia deixou o filho aos cuidados de Mimi.

Em 1946, Alfred visitou a casa de Mimi e levou John até Blackpool e secretamente planejou emigrar para a Nova Zelândia com o garoto. Após o fracasso de sua tentativa, Alfred largou o menino com Julia e não manteve contato com John por muitos anos.

The Quarryman era uma bandinha de escola com pelo menos três jovens muito talentosos: John (vocalista, guitarrista e dono da banda), o menino Paul (vocalista secundário, guitarrista canhoto e à época com apenas 15 anos) e George (guitarrista). Essa banda trocaria de nome ainda umas cinco vezes até chegar ao que todos conhecem: The Beatles!

Toda essa história é retratada no filme O Garoto de Liverpool (Nowhere Boy. UK / CAN; 2009). O filme mostra um pouco da adolescência conturbada; do convívio frio com sua Tia Mimi e da relação que beirava o incesto entre John e sua mãe desajustada que o abandonara quando ele era apenas um menino de cinco anos.

O filme é uma cinebiografia simples. Não merece nenhum Oscar de melhor filme estrangeiro, mas traz a atuação brilhante e forte da veterana Kristin Scott Thomas (indicada para o Oscar de melhor atriz em O Paciente Inglês, de 1996), como Tia Mimi. Talvez o único diferencial desse projeto seja sair da mesmice da beatlemania, mostrando um lado pouco conhecido e divulgado de John. Vale a pena assistir pela curiosidade.

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